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COMENTÁRIOS
DO PRIMEIRO MINISTRO EHUD OLMERT SOBRE O CESSAR FOGO NA FAIXA DE GAZA
(NA CERIMÔNIA
DE INAUGURAÇÃO DO NOVO PRÉDIO DO COLÉGIO TECNOLÓGICO DA FORÇA AÉREA
- 26 de
novembro de 2006)
Sinto-me feliz com a
declaração feita pelo Presidente da Autoridade Palestina, ao me dizer,
sem equívocos, que era uma obrigação plena de todas as organizações
palestinas
parar com os ataques no sul de Israel.
Respondí a
Abu-Mazen, após consultar os Ministros e membros do Gabinete de
Segurança, que um acordo para terminar a luta armada e os ataques na
Faixa de Gaza, não significava o final da história e que continuaríamos
a lutar pela libertação de Gilad Shalit. Lutaremos também pelo término
do terrorismo na Judéia e Samaria, mas se estas organizações estão
prontas a parar todos os ataques, contrabando de armas através de túneis
e o disparo de foguetes kassam, nós entenderemos isso como um passo
vital, e creio que isso pode ser parte de um processo contínuo, que logo
levará a negociações entre nós e a Autoridade Palestina.
Isto foi o que
ficou entendido entre eu e o Presidente da Autoridade Palestina, como
parte de um processo de diálogo que estivemos mantendo nas últimas
semanas. Eu lhes contarei um segredo. Quando eu disse aos meus colegas
Ministros na noite passada sobre essa proposta, sabíamos que havia uma
chance que esse cessar fogo não seria imediatamente implementado,
segundo o que foi acordado. A experiência, especialmente nesta parte do
mundo, nos ensinou que nem tudo encontra uma resposta imediata de uma
forma compreensível, completa e ordeira.
O Estado de
Israel é um Estado muito poderoso, e é capaz de lutar contra qualquer
organização terrorista – e todas juntas – quando isso se faz necessário
e quando eles lutam contra nós. É tão poderoso que também é capaz de
mostrar comedimento para dar uma chance séria ao cessar- fogo. O
cessar-fogo não é o derradeiro objetivo, mas apenas uma fase do processo
que esperamos, criará uma dinâmica que levará às negociações e diálogo
e, talvez por último, também em um acordo entre nós e os palestinos.
Este é o
comprometimento mais importante deste governo. É o que o motiva e
sustenta, e é o que nos dá força para prosseguir. É minha esperança que
a combinação destas circunstâncias – o aniversário de Ben-Gurion, este
novo prédio que aumenta o poder do sistema educacional tecnológico
israelense, e talvez o começo de um cessar fogo sustentável – sejam
sinais de esperança que, apesar dos dias difíceis que temos pela frente,
sejam também dias que nos ofereçam uma verdadeira chance. |