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Israel e o Oriente Médio: Ameaça Iraniana

 12 de dezembro de 2007

 

Comentários do Primeiro-Ministro de Israel, Sr. Ehud Olmert, a respeito do Irã nuclear durante a Conferência do Instituto de Estudos de Segurança Nacional sobre  "Natureza da Guerra no Futuro e Desafios do Serviço de Inteligência "

 

"Distintos Convidados,

 

O assunto que tem preocupado muitos de nós, especialmente nos últimos meses, é a natureza da ameaça iraniana, seu objetivo e seu poder.

 

Como é de conhecimento de todos, no início do mês, o Conselho de Inteligência Nacional dos Estados Unidos publicou uma estimativa importante acerca das intenções e capacidades iranianas no campo nuclear. Eu atribuo grande importância às palavras do presidente dos EUA, George Bush, que disse que nada mudou: o Irã era e continua perigoso e temos que continuar com a pressão internacional a todo vapor para que possamos dissuadir o Irã de seus objetivos nucleares. Eu tenho plena confiança de que os Estados Unidos continuarão a liderar a campanha internacional para brecar o desenvolvimento do Irã nuclear.

 

O Estado de Israel não é o porta-bandeiras contra os caprichos do regime em Teerã, o qual conspira contra qualquer tentativa de paz entre Israel e seus vizinhos, e ameaça a estabilidade no Oriente Médio. Isto não é um problema somente de Israel, mas do mundo inteiro. A solução pode ser encontrada em um esforço combinado por parte dos Estados Unidos, Rússia, China e países Europeus, para exercer pressão no Irã.

 

A publicação do relatório Americano NIE gerou um debate acalorado. Alguns de nós eté mesmo interpretou o relatório como uma retirada Americana do apoio a Israel. Isto não faz sentido.

 

Os Estados Unidos lideraram a campanha global contra o Irã e mobilizaram toda a sua força internacional para colocar em prática a adoção de duas resoluções do Conselho de Segurança da ONU que impõem sanções ao Irã, pois a América estava convencida que o Irã constitui uma ameaça real para a paz na região e vital para os interesses americanos. Isto não mudou. Não porque estou dizendo isso - os Americanos dizem, assim como os Britânicos, os Alemães, os Franceses dizem a mesma coisa.

 

O Irã continua suas atividades de enriquecimento do urânio de acordo com o relatório do NIE, provavelmente terá condições de ter a quantidade suficiente para produzir armamentos nucleares em 2010. O Irã continua suas atividades para obter dois componentes de suma importância para a construção de armamentos nucleares: o desenvolvimento de um sistema elétrico sofisticado e de mísseis balísticos, enquanto enriquecem o urânio paralelamente. Não há dúvidas a respeito destes fatos e portanto não há motivo para mudar as constatações feitas por Israel a respeito dos perigos envolvidos na continuidade destas atividades.

 

A pressão Internacional no Irã tem sido bastante eficiente, mesmo com o relatório da NIE, e deve ser continuada e aumentada. Portanto Israel apóia o aumento de sanções econômicas contra o Irã e seu isolamento contínuo até que o mesmo atenda às recomendações do Conselho de Segurançca e suspenda todas as atividades de enriquecimento de urânio.

 

Israel irá trabalhar com a Agência Internacional de Energia Atômica para poder expor as capacidades militares do Irã; continuaremos nossas relações diplomáticas com os Estados Unidos da América e com outras autoridades diplomáticas de países amigos, para que possamos fortalecer a constatação que não podemos relaxar nossa vigilância acirrada das atividades iranianas.

 

A responsabilidade geral para a prevenção da nuclearização do Irã é da comunidade internacional, liderada pelos Estados Unidos, Rússia, França, Inglaterra, Alemanha e China, e estas nações declararam que irão dar continuidade aos seus esforços incessantemente. O Estado de Israel, ao qual o Irã deseja destruir, não pode relaxar neste esforço. Não precisamos de um relatório de inteligência para saber quais as intenções do regime em Teerã. Estas intenções são evidentes, declaradas e ouvidas publicamente de forma repetida.

 

Um país rico em petróleoe e gás não precisa enriquecer urânio para fins civis ou criar energias alternativas. Um país que não tem infraestrutura para criar energia nuclear para fins civis não precisa agir com pressa para enriquecer urânio - ao menos que tenha a intenção de criar armamentos nucleares."



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